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Você já conversou sobre dinheiro com seu filho?

Você já conversou sobre dinheiro com seu filho?

Independente da situação financeira familiar no momento, seu filho pode sempre aprender sobre o real valor do dinheiro diante das adversidades. Educação financeira infantil não costuma fazer parte da grade escolar do seu filho, mas pode ser ensinado desde bem novinho em casa. Exemplificar como ganhar, poupar, gastar e doar contribuem para a percepção da realidade e a valorização do recurso financeiro. Não só isso, ensina seu filho a organizar mentalmente o dinheiro. Separamos para vocês como essa educação financeira infantil pode se dar em cada faixa de idade. Confira abaixo:

 

3 anos: o início da educação financeira do seu filho

Você pode começar a dar moedas com regularidade, mas dê junto um cofrinho para ele ir poupando. Mesmo se for uma quantia simbólica, você pode ir iniciando a educação financeira infantil do seu filho. Essa atitude faz com que ele aprenda a esperar pelo dinheiro e não só ter na hora que deseja. O repasse de moedas combinado em um dia da semana pode ser anotado no calendário para fácil visualização.

 

6 anos: a habilidade da organização mental

Eles vão internalizar mentalmente esse dia de recebimento e podem começar a planejar junto com você quantas moedas e semanas faltam para alcançar determinado objetivo. Você também pode ir substituindo as moedas por notas e o porquinho rosa por uma carteirinha. Se você investir em mesada para seu filho, faça com ele a divisão do valor nas 4 semanas. O valor pode ser calculado por idade multiplicado por 4, por exemplo: 5 anos (5 por semana, 20 por mês).

 

9 anos: manuseando o dinheiro com cuidado

Eles vão começar a manusear o dinheiro, guardar com cuidado e sem amassar e receber troco das compras. Educação financeira infantil também é falar de limites. Deixe claro também o que poderá ser comprado com esse dinheiro: lanches na cantina da escola, roupa, brinquedos, passeios… Não associe dinheiro ao bom comportamento ou bom desempenho nas notas do colégio, assim você evita o “afeto” comprado e diminui a tensão da criança na escola.

 

12 anos: experimentos com o dinheiro

Deixe ele fazer experimentos com o dinheiro recebido para adquirir maior responsabilidade sobre ele. Ele possui um controle maior do tempo e do dinheiro e evita, naturalmente, a associação que você toda semana tem dinheiro para ele. Mas fique atento: se ele gastar tudo na primeira semana, reflita com ele os benefícios e consequências dessa decisão.

A partir dos 15 anos, é importante começar a inserir tarefas simples do dia a dia e até recompensá-los. Mas aja com cautela e não barganhe dinheiro, porque senão eles só vão querer ajudar ou fazer as coisas pra você em troca de dinheiro.

 

Valores mais altos exigem maiores responsabilidades

Alguns valores podem exigir maior percepção de responsabilidade. Um bom exemplo é a conta do celular que pode ser compartilhada ou paga com a própria mesada. Depois de todo esse período de educação financeira infantil, você pode substituir o dinheiro em espécie por um cartão pré-pago. Além de ser mais seguro, eles já se acostumarão com a tecnologia e as novas formas de pagamento. Depois, é importante educá-lo a própria fatura.

 

Ensine aos seus filhos aquilo que sempre aprendeu: organização e planejamento são tudo!

Dependendo da capacidade de aprendizado da criança e adolescente sobre como lidar com dinheiro, é interessante abordar além das metas, um fundo de reserva do dinheiro dele para alguma emergência e parte do dinheiro para doação, isso o ajudará a entender que o mais importante dessa vida não é o dinheiro. Isso também faz parte da educação financeira infantil!

 

Essas são nossas dicas do dia. Agora é sua vez: o que tem feito para auxiliar seu filho a aprender sobre finanças?