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Educação

Estudar novas línguas: qual a melhor idade para começar esse aprendizado?

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Hoje em dia, a conexão da informação permitiu que conseguíssemos conhecer diversas culturas por todo mundo. E a popularização dos meios de transporte tornou esse contato ainda mais possível. Com isso, foi surgindo a necessidade de aprender novas línguas para que todas as experiências pudessem ser vividas de maneira completa.

No entanto, nem sempre o aprendizado de um novo idioma é assim tão fácil. Diversas pesquisas já sinalizaram que na vida adulta essa missão exige um pouco mais de esforço. Foi por isso que as crianças ganharam novas obrigações. Tornou-se muito comum para crianças bem novinhas as aulas de inglês, espanhol, alemão…

A pergunta que muitos pais se fazem é: qual a idade certa para começar esse novo aprendizado?

Pesquisadores de três universidades de Boston, nos EUA, entrevistaram mais de meio milhão de pessoas. O objetivo da pesquisa era entender quantas tinham essa habilidade bilíngue, como e quando a aprenderam.

A pesquisa revelou que aprender é possível em qualquer idade, mas a facilidade vai se esvaindo ao longos dos anos.

Quer dizer, compreender a linguagem, a sintaxe e reproduzir é possível a qualquer momento. Já compreender as sutilezas e os sotaques as crianças estão bem à frente.

A partir de um formulário com diversas perguntas, a pesquisa percebeu que a capacidade de adquirir uma nova língua é mais fácil até os 18 anos de idade. Todavia se tornar verdadeiramente fluente é um aprendizado que deve começar antes dos 10.

São muitos os motivos, desde as mudanças sociais, físicas e obrigações, inclusive o desenvolvimento do próprio cérebro.

Ou seja, talvez esteja na hora de começar a pensar nesta possibilidade para o seu filho. Quem sabe uma escola bilíngue, um cursinho nos horários livres ou , quem sabe, nas práticas cotidianas como filmes, músicas e até mesmo uma viagem?

 

Erika Zordan

Jornalista e Produtora de Conteúdo no Clubinho de Ofertas. Mineira de raiz, carioca de coração. Sou apaixonada por histórias e acredito muito no poder de transformação da educação.