Todo dia é dia de mãe: quando Ana Gabriela descobriu um novo mundo
A maternidade é uma aventura intensa, inspiradora e surpreendente. É despertar todos os dias diante de uma (re)descoberta do mundo. É olhar, pelos olhos de um pequeno ser humano, os detalhes despercebidos pela maturidade rígida que atropela nossos sentidos.
É por isso que o Clubinho está dedicado a reconhecer essa aventura.
Porque, para nós, todo dia é dia de mãe!
E quem desbrava esse universo há 3 anos é a Ana Gabriela da Luz. Como mãe da Maria Laura, ela já superou o medo, a culpa e aproveitou a ótima surpresa da chegada da filha para reinventar sua história.
(Clubinho de Ofertas) A chegada da Maria Laura foi planejada? Você já tinha pensando em ser mãe?
Ana Gabriela da Luz: Não. Eu tinha quase um ano de casada, estávamos curtindo a lua de mel ainda. Fiquei surpresa, demorou para ficha a cair.
(C.O) A partir desse momento, o que mais mudou na sua vida?
A.G.L: Comecei a pensar em qualidade de vida, futuro, objetivo e medo de morrer. É o momento que você deixa o “eu” e transforma em “nós”.
(C.O) O medo de morrer tem a ver com você sentir que essa responsabilidade tem um peso maior para você?
A.G.L: Não. É o medo de não participar do dia a dia e do crescimento da minha filha. Medo dela não ter a figura materna ao seu lado.
De culpa. Eu queria ficar com ela, porém, também sentia falta do trabalho.
(C.O) De todo esse processo, a gestação, o nascimento, a criação, qual foi o maior desafio que você enfrentou?
A.G.L: Os primeiros meses, a adaptação do bebê e sua rotina. No início, com a amamentação, sofri demais com rachaduras e mamadas sem espaçamento de tempo.
(C.O) Como você foi aprendendo essa adaptação? Você contou com a ajuda de alguém? Se informou por algum lugar?
A.G.L: Eu lia e seguia algumas páginas sobre gravidez e bebês. Minhas irmãs, madrinha e mãe ajudaram. No pós parto contei com ajuda da minha mãe.
(C.O) Atualmente, como é sua rotina? O que você costuma fazer?
A.G.L: Eu trabalho de segunda a sexta de 7:30h às 14:30h numa escola municipal localizada no Leblon, acordo às 5:30h, pois moro em Higienópolis.
Quando a Maria Laura nasceu você já trabalhava?
Sim.
(C.O) Como foi para você voltar para o mercado de trabalho? Muitas mulheres abandonam seus empregos ou sentem muita dificuldade de conciliar a jornada dupla de mãe e profissional. Como foi isso para você?
A.G.L: Bom, como sou funcionária pública, tive um ano de licença. Claro que sofri com o retorno, pois a amamentava, mas eu retornei trabalhando numa escola na Tijuca, perto da minha mãe, assim conseguia deixar com ela.
(C.O) Nessa época, qual era o sentimento que mais fazia parte da sua vida?
A.G.L: De culpa. Eu queria ficar com ela, porém, também sentia falta do trabalho.
(C.O) Em algum momento você pensou em abandonar o trabalho?
A.G.L: Não. Fui forte porque sempre pensei no futuro.
(C.O) Muitos mulheres falam que a maternidade transforma em muita aspectos. Como você acha que a maternidade te transformou?
A.G.L: Creio que além das transformações físicas existe aquela transformação interna. Você deixa de lado o pensar exclusivamente em você e passa a pensar e agir para um ser que você ama incondicionalmente. Além disso, você valoriza com mais carinho, amor, tendo um olhar diferenciado para sua mãe. Você passa a compreender todos os “nãos” ditos por ela ao decorrer da vida.
(C.O) Quais desses “nãos” você passou a usar como mãe?
A.G.L: O “não” do limite. O “não” do comprar sem ter motivo, só para ter algo… e assim tentar limitar o consumismo.
(C.O) Pensando nesse limites, como você encontra discernimento para saber que passos dar com sua filha? Como você sabe que está fazendo a “coisa certa”?
A.G.L: Assim… tento seguir os ensinamentos que minha família me deu. Eu e meu marido acreditamos numa sociedade pautada em respeito coletivo, ética e honestidade. Claro que ninguém é perfeito, porém queremos criar uma mulher de virtudes.
(C.O) Nesse sentido, qual o maior aprendizado que se deixa para os filhos?
A.G.L: Os valores, através do exemplo.
É dessa forma que Ana Gabriela troca as lembranças da infância em Maricá, as brincadeiras no recreio com os colegas da escola e os dia na piscina com a família para viver tudo isso de novo, só que agora através do mundo da sua pequena Maria.
O que é ser mãe solteira nos dias atuais?
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