Finanças

10 dicas para economizar no material escolar – Economia em tempos de pandemia

Tempo de leitura: 12 minutos

Desde o início da pandemia, em março de 2020, muitas famílias tiveram diminuição da renda, seja por terem perdido o emprego ou por ter sofrido redução salarial. E com o fim do isolamento e a reabertura das escolas em algumas cidades do Brasil, o ensino híbrido se tornou realidade, o que mostrou uma nova forma de lidar com as compras de materiais escolares. Lápis, lapiseiras e borrachas deram lugar ao mouse em boa parte do tempo, mas ainda são fundamentais para o bom desenvolvimento das crianças.

Para a especialista em entretenimento infantil Grasiela Camargo, diretora do Clubinho de Ofertasm essa realidade deverá permanecer em 2021, e os pais e responsáveis precisam encontrar formas de lidar com o consumo e os excessos. “Dezenas de lápis personalizados não precisam ser comprados logo no início do ano, é possível reciclar o material do ano anterior que não foi completamente usado e é possível deixar alguns itens como mochilas, por exemplo, para depois, afinal, muitas crianças nem usaram o material em 2020”, comenta.

Confira as 10 dicas para economizar com as crianças no material escolar: 

1 – Quanto você pode gastar?

É preciso, antes de tudo, definir quanto você pretende gastar com o material escolar de 2021 e enumerar o que é obrigatório e o que pode ficar pra mais tarde. Livros e apostilas ficam em primeiro lugar, geralmente, e devem ser o primeiro foco para janeiro. Vale pesquisar preços e definir se existe desconto à vista ou vale a pena parcelar.

 

2 – Desejo das crianças

Converse com as crianças e peça para definirem quais seriam os temas que gostariam para os itens de papelaria, mas evite que eles pesquisem junto, pois o mundo das cores e opções de personagens apelam para o consumismo infantil. Vale explicar para as crianças sobre as condições financeiras da família durante a conversa e tentar, junto com ela, incluir na lista itens que estejam de acordo com seu orçamento. Mas se você não tiver como conversar com a criança, se ela for muito pequena, procure opções básicas e unitárias. Eles não vão usar 10 lápis de uma vez, por exemplo. 

 

3 – Reaproveite o máximo que der 

Em 2020 muitas páginas ficaram em branco, cadernos não foram usados, folhas daquela enorme resma ficaram guardadas e até mesmo as pastas de trabalhinhos ficaram mais vazias. Não descarte nada disso. Muitas coisas podem ser úteis neste próximo ano ou então podem se somar ao que já tem, como um bônus para beneficiar o coletivo. Ou seja, uso consciente deve ser mais do que uma filosofia de vida, é regra. 

 

4 – Analise cada detalhe da lista

Infelizmente, algumas escolas praticam exigências abusivas nas listas. Se você está procurando maneiras de economizar com o material escolar, a sua tarefa de casa é analisar a necessidade de item por item. Saiba exatamente o que é de uso individual, e o que é de uso coletivo. Defina se sua criança irá à escola ou se manterá no ensino à distância. E diante de qualquer dúvida, entre em contato com a escola e com os outros responsáveis. Sua questão pode ser a mesma de outros pais como você. Perguntar não é problema nunca. 

 

5 – Cuidado com a publicidade infantil

Crianças amam princesas, heróis, carros, esportes, castelos, mas infelizmente tudo que é estampado com a carinha dos personagens favoritos joga o preço lá para cima. Isso significa que seu filho nunca terá um material dos sonhos? Não é verdade! Você pode pesquisar formas alternativas de agradar o seu pequeno. Ao invés de comprar tudo temático, você pode escolher comprar só um item mais significativo. Ou então, pode encapar os cadernos, comprar adesivos avulsos, imprimir imagens ou até mesmo explorar a criatividade do seu filho. Acho que isso pode até virar uma brincadeira gostosa, o que acha?  

 

6 – Sem pressa

Com a incógnita diante da liberação total para a volta das aulas presenciais, o uso dos materiais coletivos também pode ficar para depois. Essa questão acaba sendo particular de cada instituição de ensino ou cidade, mas é claro que sempre vale o diálogo. Converse com a escola e se comprometa a entregar parte do material em outro momento quando de fato seu filho vá usar. Nem tudo será utilizado no primeiro mês de aula. Só de poder jogar a compra um pouquinho lá para frente já alivia o orçamento mensal. O mesmo vale para mochila e lancheira, se a criança não for à escola nesse início de ano.

 

7 – Converse com outros pais

Procure os pais dos colegas dos seus filhos. Pode acreditar, a maioria deles está na mesma situação que você. Vocês podem combinar compras conjuntas, divisão de materiais ou até mesmo compartilhar informações sobre preços. Além de te aproximar da realidade escolar do seu filho, é uma ótima ferramenta contra o desperdício e a produção excessiva de lixo. Que tal? 

 

8 – DIY

Muitas pessoas têm habilidades para criar manualmente e hoje em dia há diversas opções de “faça você mesmo” no Youtube. Então, que tal propor ao seu filho que façam vocês criem o material juntos, até para criar atividades diferentes dentro de casa. Vale customizar o lápis, o estojo, adesivar o mouse. Além de organizar a mesa de estudos em casa, personalizar o porta-lápis, uma luminária e deixar tudo mais alegre e com o jeitinho da criança.

 

9 – Recicle

Muitos materiais do ano passado podem ser reaproveitados por alunos diferentes, como livros didáticos, paradidáticos e apostilas. Muitos pais doam este material e outros vendem por preços bem mais em conta do que o material novo. Mas atenção: é importante verificar o quanto o material já foi utilizado, se foi preenchido com lápis, caneta ou alguma sinalização. Analise se vale a pena o esforço de apagar ou se é melhor comprar um novo. Converse com quem está fazendo a venda ou doação e peça fotos do material. O mesmo vale para os uniformes escolares, já que a maioria não foi utilizado em 2021.

 

10 – Mantendo o entusiasmo

A compra do material escolar também é um ritual que traz expectativas para o próximo ano tanto para os pais quanto para as crianças. Antes de envolver as crianças neste ritual, defina como vão ser os próximos meses de estudo, pelo menos o primeiro semestre. Se as aulas forem presenciais, siga com o material necessário a este retorno – incluindo máscaras e itens de proteção à Covid. Se as aulas permanecerem virtuais, busque criar um cantinho especial, coloque algo diferente no ambiente e combine as rotinas de estudo com as rotinas de trabalho e demais rotinas da família. 

Grasiela Camargo

Publicitária, fundadora e CEO no Clubinho de Ofertas. Mineira, mãe da Júlia, que inspirou o site. Apaixonada por cultura e por descontos, acredita no poder da cultura e do lazer no desenvolvimento cognitivo das crianças.