relógio marcando 5:50 pendurado em uma parede branca
Tempo e família

Intenção x disposição: quando o tempo não ajuda

Tempo de leitura: 5 minutos

Muitas vezes a rotina nos engole. Infelizmente não há muito o que fazer, esta realidade vai acontecendo enquanto o dias vão passando e, de maneira quase imperceptível, chegamos ao fim do dia, do mês, do ano.

É um sentimento comum a qualquer pessoa em qualquer idade. Apenas as crianças ainda não sentem este peso no seu dia como uma responsabilidade, mas sentem de um jeitinho só delas. Os filhos percebem o passar do tempo observando, justamente, a falta dele na vida dos pais, principalmente quando fica difícil conciliar as obrigações com as brincadeiras.

O que fazer quando a gente quer, mas o tempo não deixa?

Quem planeja ter filhos, pensa muito sobre a questão do tempo. Pais que adiam este escolha na tentativa de estar melhor preparado para recebê-los. Seja financeiramente, emocionalmente ou profissionalmente. A verdade é que, quando o assunto é filhos, qualquer planejamento parece não surtir efeito diante da rapidez do relógio.

E aí, mesmo com toda disposição, parece que você não dá conta de tudo, não é mesmo?

Infelizmente, diante dessa equação que não fecha o caminho da compensação e da culpa parece o melhor recurso.  

A eterna sensação de ser uma mãe imperfeita

O protagonismo da mulher na busca por ser uma mulher independente, bem sucedida e boa mãe inundou de angústia o coração de muitas delas. É como estar entre a cruz e a espada, referenciando um velho ditado. É escolher abandonar a carreira e dedicar-se inteiramente aos filhos ou ser a heroína que dedica sua vida ao bem de quem se ama.

Será mesmo que precisa ser assim?

Diante dessa dúvida, muitas mães optam por ceder, como um mecanismo de compensação pela ausência. O estímulo ao consumo ou o simples ato de dizer sempre “sim” passa a ser uma forma mais simples de cumprir o papel da maternidade.

Se você se identifica com esse perfil, tente desconstruir a ideia de que a mãe precisa estar, incondicionalmente, disponível. A perfeição não é a lei da maternidade. Existem milhares de maneiras diferentes de ser uma boa mãe, a na maioria das vezes essas tais maneiras passam pela imperfeição.

A  qualidade está na forma como você escolhe estar ao lado dos filhos, e como sua presença, por si só, pode ser muito mais potente que qualquer brincadeira ou desejo.

Tente trocar a perfeição pela flexibilidade e sinta-se livre para dizer “não”. Os limites são verdades absolutas que completam nossa vida, e você mãe, também tem o seu.  

Erika Zordan

Jornalista e Produtora de Conteúdo no Clubinho de Ofertas. Mineira de raiz, carioca de coração. Sou apaixonada por histórias e acredito muito no poder de transformação da educação.