duas crianças uma de costas para outra com cara de emburradas
Educação

Meus filhos não param de brigar, e agora?

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Convivência não é algo fácil. Seja entre casais, entre amigos, entre colegas de casa ou entre irmãos. O fato é que respeitar as diferenças com empatia é um tremendo desafio. No caso de irmãos, é comum algumas vezes, além das dificuldades normais de uma convivência, a relação ainda sofrer influência de outros fatores. Pode ser a simples diferença de idade, o ciúmes por dividir os pais com uma nova pessoa ou a moradia compartilhada com o irmão de outro casamento. Infelizmente, às vezes as brigas se tornam tão recorrentes que a harmonia da família perde seu encanto.

Nessas horas, o discernimento é uma ferramenta importantíssima para que os pais consigam lidar com os conflitos. Procurar ajuda profissional ou tentar estratégias variadas pode ser um caminho. Como sempre, a fórmula não é exata, não garante paz e precisa ser adaptada a sua realidade. Entretanto, aqui vão algumas estratégias que você pode experimentar com a sua família.

Princípio básico: não perca a paciência  

Trabalhe a respiração e comece por:

Entenda qual é o momento de você agir

Aprender a ceder, argumentar, entender ou dividir são exercícios fundamentais da infância. Neste aspecto, a irmandade é uma das ferramentas mais importantes. Por isso, lidar por conta própria com os momentos não muito agradáveis é parte do processo de crescimento. Sua função como responsável é zelar pela integridade física dos seus filhos, quando agressão se torna o único caminho viável para eles, aí é a hora de intervir. No caso dos gritos ou discussões o melhor mesmo é deixá-los resolver. Se você for solicitado, procure mediar da forma mais justa possível, dentro dos valores que você acredita. Evite punições coletivas ou negar que as partes apresentem seus argumentos.

Deixe as regras claras

Todo ambiente tem suas regras e que devem ser seguidas para a boa convivência de todos. Sua casa não deve ser diferente. Por isso, se tais regras estiverem bem claras para os pequenos, será mais fácil eles perceberem suas falhas. Por exemplo, se o mais novo está brincando enquanto o mais velho deveria estar estudando e a briga for pelo brinquedo, o descumprimento da regra pelo mais velho se torna bem mais perceptível.     

Apresente soluções (e tente não gritar)

Ao invés de gritar e apenas exigir o silêncio, procure entender o motivo da briga e apresente as formas de resolver o problema. Levando em consideração as regras da casa, o respeito e os limites de cada um e cada situação, mostre que um acordo é possível. Para isso, dê a eles o diálogo necessário para que a solução apresentada fique bem explicada. Assim, haverá uma grande chance de uma próxima vez essa solução já estar na cabeça deles.

Seja justo     

É comum os pais privilegiarem os filhos menores por acreditarem que eles são mais frágeis, mas essa atitude, na verdade, é como um gatilho para novos conflitos. Quando os pais lidam de maneira igual com seus filhos, observando os passos errados e não a idade ou qualquer outra característica, as disputas perdem forças.

Evite a violência

Seja ela física ou psicológica, não utilize da violência como forma de repreensão. Educar é uma ferramenta de transformação baseada no afeto, no respeito e, sobretudo, no diálogo. Mesmo que a situação saia do controle, prefira se afastar a seguir para alguma agressão ou soltar palavras que possam atingir como qualquer palmada. Se abra para uma educação mais assertiva, se necessário, procure as orientações de um psicólogo ou outro profissional.

A receita não é clara, mas algumas dicas amenizam a situação e te permitem maior tranquilidade para pensar outras estratégias. Experimente colocar essas que trouxemos em prática e depois conta pra gente como foi.

  

Erika Zordan

Jornalista e Produtora de Conteúdo no Clubinho de Ofertas. Mineira de raiz, carioca de coração. Sou apaixonada por histórias e acredito muito no poder de transformação da educação.