Obediência e educação infantil não coercitiva: já ouviu falar?
Educação

Obediência e educação infantil não coercitiva: já ouviu falar?

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A maternidade é uma via expressa para o desenvolvimento da paciência, da empatia e da compreensão. Atributos presentes diariamente no desenvolvimento da educação infantil; e extremamente necessários para a orientação da maturidade de quem acabou de chegar a esse mundo.

No entanto, é perceptível que a paciência é virtude desenvolvida dia após dia, pois é influenciada por outras condições. Pode ser devido às realidades financeiras, às inúmeras dificuldades da vida ou às fragilidades emocionais. Qualquer pessoa vivendo em sociedade pode, normalmente, enfrentar esses desafios durante a vida, principalmente cumprido o papel de mãe e pai.

Infelizmente, estas variáveis acabam por justificar uma prática naturalizada: a violência como ferramenta educativa.

Você já ouviu falar em educação não coercitiva?

Essa prática se baseia, sobretudo, no diálogo e nas justificativas.

A característica do coercitivo vem da determinação de regras e normas sociais que são rigidamente cobradas em sociedade. O equívoco não está na existência de regras e leis de convívio – elas são fundamentais ao bom funcionamento – mas na ausência de explicações claras e elucidativas sobre elas. O que reflete, diretamente, na violência como uma forma de aprendizado, utilizando do medo para alcançar a obediência.

A descoberta do mundo

Você já parou para pensar como a curiosidade move o aprendizado das crianças?

São perguntas criativas, esquisitas e até constrangedoras que demonstram uma  constante atividade de descoberta de um mundo que lhe foi apresentado recentemente. É natural não aceitar um não como simples resposta. Questionar não significa desrespeito, significa inquietude, uma grande qualidade que trouxe a humanidade até onde está hoje; através das perguntas.  

Sendo assim, não existe uma lógica que explique o porquê dos adultos terem tantos receios para, simplesmente, explicar os fatos cotidianos.

É sobre isso que uma educação não coercitiva diz. Ela fala sobre a possibilidade de uma educação pautada em respostas, em conversas e descobrimentos.

Mas e quando faltam as respostas?

A vida toda é um eterno aprendizado. Sendo assim, se permita a modéstia do aprendizado lado a lado do seu filho. Reinvente suas próprias dúvidas, assuma que nem tudo tem uma razão exata e busque respostas, mas seja sempre a primeira referência nesta procura incessante.

Tente explicar que, às vezes, é assim, simplesmente complicado, mas responda, explique, se compadeça ao processo de aceitação das princípios humanos. Tenha empatia pelo processo de aprendizado, e, principalmente, pela frustração de receber alguns “nãos”. Você já esteve neste mesmo caminhar e ainda está, todos os dias, mesmo que agora com um pouco mais de rigidez.